José Henrique Lamensdorf - translation - tradução


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Entrevista sobre ENGENHEIROS DO DESTINO

PORTUGUÊS > LIVROS

Stanley Atwood
entrevista
José Henrique Lamensdorf
Autor de
Engenheiros do Destino


STAN: Seja bem-vindo, Zé! Posso chamá-lo de Zé?

JHL: Claro, todos me chamam assim. Fico contente em poder continuar sendo chamado assim, mesmo com a idade aumentando.

STAN: Muito bem, Zé. Pelo que entendi, Engenheiros do Destino é o seu primeiro livro. Quando você começou a escrever?

JHL: Comecei a escrever aos 4 anos de idade. Na verdade não sei como, mas aprendi a ler e escrever sozinho. Tudo o que eu sei é que quando foram tentar me ensinar, descobriram que eu já sabia. É pena que eu não consigo me lembrar como, pois assim eu estaria ganhando milhões em royalties pelo meu método de alfabetização.

STAN: Que incrível! Mas você nem imagina como conseguiu?

JHL: Não. Mas posso lhe dizer o lado ruim de começar tão cedo: Agora, meio século depois, minha letra ainda é tão legível quanto as garatujas de uma criança de 4 anos. Uso letras de forma quando quero ter certeza de que qualquer seja legível depois, até para mim. E a caligrafia não está no DNA. A letra cursiva do meu pai era idêntica à do logotipo da Ford, e minha mãe escrevia com uma letra muito legível e feminina.

STAN: Algum outro feito desse tipo que valeria a pena mencionar?

JHL: Quer dizer minhas deficiências? Sim. Aprendi a escrever à máquina na Remington do meu pai aos 7 anos. É claro que naquela época só o meu indicador direito tinha força para bater as teclas de uma máquina manual. Então novamente, tantos anos depois, eu ainda digito no computador com um só dedo... mas com uma rapidez incrível.

STAN: OK, você falou sobre o ato físico da escrita. Mas pensando em conteúdo útil, quando você começou?

JHL: Não foi muito depois disso. Tenho uma foto aos 5 anos de idade, em cima de um palco, lendo o meu discurso para a escola inteira – alunos, professores, diretores – no Dia do Professor. No Primário, minhas redações costumavam voltar com a nota da professora e alguns cumprimentos da diretora.

STAN: Então você é um escritor nato?

JHL: Não, sempre fui um sujeito técnico, e acabei me formando em engenharia mecânica. Contudo isso não me desviou da minha vocação original, visto que a maior parte do meu trabalho como engenheiro envolvia documentação técnica. Depois, passei para a administração de RH, e de lá para dividir meu tempo entre treinamento e tradução.

STAN: Você é brasileiro, vive no Brasil, e resolveu publicar seu livro em inglês primeiro. Por que não começou jogando em casa?

JHL: O mercado brasileiro de livros é muito menor. A menos que você seja um famoso escritor de best-sellers, é muito difícil ou muito caro conseguir ser publicado no Brasil. Sendo assim, resolvi chutar alto, mirando no mercado maior dos Estados Unidos. Se eu conseguir lá, depois será fácil em qualquer outro lugar. Além disso, Stan, se você leu o livro, deve saber o porquê de eu tê-lo escrito em dois idiomas. Dois anos depois, o livro foi publicado no Brasil.

STAN: Sim, eu li o livro. E ainda me pergunto se você inventou tudo aquilo sozinho, ou se o seu Engenheiro do Destino realmente pôs essas idéias na sua cabeça. Vamos lá, me conte a verdade.

JHL: Muito sinceramente, nem eu mesmo sei. Pode acreditar? Tudo aponta para a segunda possibilidade.

STAN: Mesmo?

JHL: É, sim. Pense nisso... as primeiras idéias me surgiram quando eu estava chegando perto dos 50 anos, a possibilidade da existência dos Engenheiros do Destino, e esse nome para eles.

STAN: Você teve uma visão, algo assim?

JHL: Não, apenas veio a idéia e me pôs a pensar. É por isso que acredito que havia um Engenheiro do Destino pondo as idéias ali. Então contei a alguns amigos, e todos insistiram que eu escrevesse um livro a respeito. Naquela época, não levei a idéia muito a sério, não vi nenhuma possibilidade de isso se concretizar. Afinal de contas, eu havia vivido quase meio século, traduzido muitos livros, mas nunca escrevera nenhum. Por que começar naquela hora? A vontade começou a ficar forte quando fiz 52 anos. E finalmente um dia eu comecei, só como diversão.

STAN: E escreveu do início a fim. Numa única puxada?

JHL: Não, eu escrevi em jatos, às vezes entremeados por semanas em que eu nem abria o arquivo.

STAN: Porém a maioria dos escritores consagrados diz que a disciplina é essencial, que você precisa escrever um certo número de horas todos os dias.

JHL: Sim, eu já havia lido isso, mas não funcionou. Em alguns dias repentinamente eu tinha um monte de idéias para o livro, escrevia, e depois parava por alguns dias ou semanas. Foi por isso que eu levei quase um ano para escrever um livro relativamente tão breve.

STAN: Você não tinha um plano?

JHL: Isso é que é o mais estranho, eu realmente não tinha. No início, eu não tinha a menor idéia do tamanho que o livro teria, e nem como iria terminar. Este é mais um aspecto que me leva a crer que o meu Engenheiro do Destino designado de vez em quando ficava ocupado demais para continuar pondo idéias na minha mente. As idéias chegavam sem sequência nenhuma, porém depois que terminei o livro percebi como cada uma delas se encaixava nua estrutura que foi montada progressivamente. Acho que não teria conseguido imaginar tudo aquilo antes, e depois colocar em forma de texto.

STAN: Você falou na montagem de uma estrutura. A sua formação em engenharia tem algo a ver com os seres que controlam o nosso destino também serem engenheiros?

JHL: Sim e não. No Brasil o diploma da faculdade de engenharia me torna um engenheiro. Mas a palavra engineer em inglês também tem outros significados. Um engine pode ser um engenho, um motor, uma locomotiva. E o engineer é quem comanda o engine, no livro, a máquina do destino. Se quiser usar a acepção brasileira, os Engenheiros do Destino fazem projetos para os seus tutelados, para que estes atinjam as metas que lhes tiverem sido previstas.

STAN: E por que não qualquer outra profissão?

JHL: Bem, advogados costumam defender alguma coisa; os médicos curam; artistas criam; administradores fazem empresas prosperar; nenhum deles seria o caso... mas os engenheiros precisam fazer tudo com coerência e equilíbrio, caso contrário as coisas não irão funcionar ou se manter em pé, de modo que foi uma boa opção. E como a proposta de Engenheiros do Destino era dar uma explicação perfeitamente racional, foi a escolha ideal.

STAN: Sim, tudo é certamente racional. Você é religioso?

JHL: Sou o que você poderia chamar de um judeu light. Conheço as tradições, os rituais e o seu significado, mas não os pratico. Sou judeu porque nasci e fui criado como tal. O que mais utilizo do judaísmo é a sua cultura e a ética. Como a maioria das religiões tem ambas, servem como qualquer outra. Acho que uma pessoa deve mudar a sua fé quando achar que ela não lhe oferece mais a cultura e a ética que precisa.

STAN: Mas você é espiritual, místico, interessado pelas ciências ocultas?

JHL: Eu fui um cético fervoroso durante a maior parte da minha vida. Contudo uma das minhas máximas de vida é continuar aprendendo sempre. Então alguns incidentes me fizeram mudar de opinião. Temos tempo para uma historinha?

STAN: Claro! Prossiga!

JHL: Meu ceticismo ficou em frangalhos depois de um evento. Uma grande amiga minha é psicóloga e astróloga. Não nos conhecíamos tão bem quando isso aconteceu. Ela costumava falar grandes coisas da astrologia e do seu poder, enquanto eu mantinha meu ceticismo respeitoso e discreto.

STAN: Ela previu alguma coisa importante para você?

JHL: Não naquela ocasião. De qualquer modo, eu mencionei os talentos dela a uma outra amiga – e as duas nunca chegaram a se conhecer – que na época contava 38 anos e era solteira. Ela acabara de começar um novo namoro, e achava que aquele seria o cara. Um dia ela me telefonou com data, hora e local de nascimento dos dois, pedindo para a minha astróloga verificar a sinastria deles. Atendi d pedido, e telefonei. Ela foi até o computador, e mal digitara os dados, quando exclamou: “Ai, isso é muito ruim! Diga a essa sua amiga para tomar muito cuidado no dia 19 deste mês. Estou vendo alguma coisa muito ruim acontecendo com ela nesse dia. Um acidente de carro, algo assim." Então liguei a candidata a vítima.

STAN: Então você a avisou. Verificou depois o que aconteceu?

JHL: Claro, na manhã do dia 20 liguei para ela, um pouco receoso, sem saber se ela teria condições de atender o telefone.

STAN: E ela atendeu?

JHL: Sim, e me contou: “A sua astróloga tinha toda a razão! Acreditei nela, e fiquei em casa o dia inteiro ontem. No jantar, resolvi acabar com um atum delicioso que eu havia comido anteontem, que estava na geladeira. Acabei de voltar do hospital, onde passei a noite vomitando.”

STAN: Impressionante! E você teve mais incidentes desse tipo?

JHL: Sim, mas não percebi na época. Entre um casamento e outro, uma namorada me convenceu a levá-la um vidente, a uns 200 km de São Paulo. Então aproveitei para me consultar também. Ele disse que o nosso namoro terminaria logo – e de fato ela o terminou menos de duas semanas depois – e me deu uma descrição bem detalhada da mulher da minha vida, até descreveu o tipo de empresa onde ela estava trabalhando.

STAN: E a descrição estava correta?

JHL: Sim. Mas só conheci a Deborah e me casei com ela quatro anos depois. Tudo correspondia à descrição, a única diferença era que o vidente dissera que ela era loira, e os cabelos da Deborah são castanhos. Depois ela me disse que quatro anos antes, de fato, ela havia tingido os cabelos de loiro.

STAN: E ele previu mais alguma coisa que se concretizou?

JHL: Sim. Ele examinou as linhas da minha mão e disse: “Você tem três filhos, certo?" Eu o corrigi, pois na época só tinha dois meninos do primeiro casamento. Mas ele retrucou com firmeza: “Ah, sim, nem me dei conta de que a menina ainda não nasceu!" Bem, a menina nasceu cinco anos depois disso.

STAN: Impressionante! Então você acredita em videntes?

JHL: Como deve ter visto no livro, acho que são os Engenheiros do Destino que põem essas idéias na mente dos clarividentes, se isso os ajudar a cumprir seus objetivos. Eles podem pôr ideias erradas também, se isso servir a algum propósito.

STAN: Então isso seria a base para se fundar uma nova religião? Talvez você esteja procurando imóveis para templos, eu posso lhe indicar um corretor.

JHL: Nada disso! É apenas uma explicação racional de como o universo funciona. Os Engenheiros do Destino estão apenas fazendo o trabalho deles, não há nada para adoração.

STAN: Então seria o fim das religiões?

JHL: De maneira nenhuma. As religiões são um modo organizado de acreditar que há algo além da humanidade para fazer o universo funcionar. Como deve ter percebido, os Engenheiros do Destino são apenas os executores dos planos traçados pelas entidades que as religiões adoram. Os Engenheiros do Destino retornam ao nosso mundo para viver entre nós, e depois voltam a ser Engenheiros do Destino. Se tiver notado, a maioria dos seres cultuados por qualquer fé – à exceção do Criador, é claro – já viveram entre nós e, depois de terem deixado o nosso mundo, não se tornaram Engenheiros do Destino, mas foram ocupar posições superiores na hierarquia.

STAN: Então, se não é uma religião, para quê serve, se servir para alguma coisa?

JHL: Isto lhe dá um motivo para você escutar sua voz interior, sem sentir culpa nem achar que está ficando pirado. Também ajuda a explicar o porquê de algumas coisas acontecerem e outras deixarem de acontecer. Isso tudo lhe dá fé para continuar quando as coisas vão mal. E também ajuda a entender porque algumas pessoas fazem certas coisas, especialmente as coisas ruins.

STAN: Está falando dos Operadores Negativos?

JHL: Sim. Como eu disse, não acredito que essas idéias tenham vindo assim, do nada; acho que foram postas na minha mente. E os Operadores Negativos foram a explicação mais convincente para o mal que já vi.

STAN: Indo um pouco além, você tem planos de escrever uma continuação?

JHL: Calma, Stan, este acabou de ser publicado! Estou contente com o fato de que dentre as pessoas que leram até a gora – quero dizer, antes de ser publicado – nenhuma delas veio dizer “Sim, mas...” Para mim.

STAN: Quem foram esses privilegiados?

JHL: Apenas uns amigos íntimos e parentes. Sei que é um público suspeito, mas pedi que fossem totalmente sinceros.

STAN: Parentes... você é parente do Len Lamensdorf, o escritor americano?

JHL: Somos bons amigos e parentes distantes. Nosso parentesco vem de uns 150 anos atrás, e nos encontramos por acaso, algo que até hoje me parece armado pelos Engenheiros do Destino.

STAN: Como assim?

JHL: Eu pensava que todos os Lamensdorfs do mundo fossem aqueles que sobreviveram à II Guerra Mundial e, em 1950, se espalharam por Brasil, Austrália e Estados Unidos. Minha tia que foi para os EUA era casada, e não manteve o sobrenome de solteira. Um dia eu estava matando o tempo no aeroporto de Congonhas, meu voo estava atrasado. Poderia ter ido tomar ainda mais um café, mas fiquei fuçando na livraria. De repente, vi o livro do Len, “Kane’s World” entre os pocket-books. É claro que comprei. Seguiu-se uma longa história, e levou anos até que eu finalmente entrasse em contato com o Len e seu irmão Jerry. Mas ficamos muito ligados. Não fosse por isso, eu jamais saberia que algum Lamensdorf deixou Cracóvia, Polônia, rumo aos EUA muito antes da II Guerra Mundial, na verdade, em 1850, e mais um outro em 1900. É este tipo de acontecimento que confirma a idéia dos Engenheiros do Destino.

STAN: Então é este tipo de mensagem que você quis dar com o livro.

JHL: Sim. Depois de ler, você têm uma noção de como os Engenheiros do Destino – bem como os Operadores Negativos, não podemos nos esquecer de mencioná-los – tentam dirigir as pessoas no nosso mundo para mantê-lo em evolução constante, com coerência e equilíbrio. Depois disso, a maioria das coisas que você não conseguia explicar começa a fazer sentido.

STAN:
Tudo bem, mas qual é o propósito?

JHL: Isso permite que você pare de remoer os motivos que levaram a algum evento no passado, liberando a sua mente para as idéias dos Engenheiros do Destino. Talvez este seja um dos motivos de os Engenheiros do Destino quererem que o livro fosse publicado. Hoje em dia muita gente passa tanto tempo tentando encontrar uma explicação racional – o “por quê?” – de coisas que já aconteceram, que talvez os Engenheiros estejam tendi dificuldade para colocar suas idéias em mentes ocupadas, para que as pessoas possam ir cumprir seus objetivos.

STAN: E onde os Operadores Negativos se encaixam nisso?

JHL: Muitos dos problemas que a humanidade enfrenta atualmente decorrem da política. Como diz o livro, a política é um dos territórios mais férteis que há para os Operadores Negativos semearem idéias, já que se trata apenas de uma questão de poder. Muita gente não consegue entender porque os políticos fazem algumas coisas. E essas coisas são discutidas incessantemente nos meios de comunicação, de modo que os Operadores Negativos conquistam muito tempo, espaço e atenção. Quando os motivos dos Operadores Negativos forem compreendidos, ficará mais fácil contar com uma visão racional do que acontece.

STAN: Então haverá um segundo Engenheiros do Destino?

JHL: Eu já perguntei, mentalmente, é claro, ao meu Engenheiro do Destino, mas ainda não obtive resposta. Talvez ainda não esteja na minha lista de objetivos, talvez esteja nos objetivos de outra pessoa.

STAN: Mas você consegue imaginar um filme sobre os Engenheiros do Destino?

JHL: Bem, certamente haveria um público para isso, os mesmos que gostaram do clássico O Céu Pode Esperar e todas as suas continuações e remakes. Há vários seriados de TV do gênero, como O Toque de um Anjo, Joan of Arcadia etc. Mas se examinar o livro em si, verá que em Engenheiros do Destino não há ação, fora alguns exemplos.

STAN: Então não funcionaria.

JHL: Eu tenho a idéia básica para um seriado de TV com os Engenheiros do Destino. Mas não sou roteirista. Se este talento estiver gravado no lado plastificado da minha placa, eu nunca o encontrei.

STAN: Está pensando em fazer uma parceria?

JHL: Sim, gostaria de trabalhar nisso com um bom roteirista.

STAN: Então, o que há além de Engenheiros do Destino?

JHL: Espero que cada leitor desenvolva a sua própria visão de como isso funciona. É um desafio interessante para o resto da vida, e só saberemos se tudo isso era verdade quando deixarmos este mundo. É interessante observar as mudanças em nossas vidas, e tentar descobrir se fomos nós que as fizemos, ou se elas decorreram da ação do Engenheiro d Destino que nos foi designado. É divertido observar a ação dos Operadores Negativos por trás de cada ato que vemos como “do mal”. Mas não perca as esperanças, talvez o Engenheiro do Destino que me foi designado tenha planos para mim ou outra pessoa a este respeito. De qualquer modo, sempre será reconfortante, em momentos de aflição, saber que há alguém lutando para restaurar a coerência e o equilíbrio.

[CRÉDITOS PASSANDO PELA TELA]

VICKY: (susurrando) Stan, recebemos um telefonema.

STAN: Parece que há um telespectador na linha com uma pergunta. Você se incomoda, Zé?

STAN (sussurrando para Vicky): Continue passando os créditos! Temos um montão deles. Se acabarem, passe todos de novo, mais rápido, ninguém irá perceber.

JHL: De jeito nenhum. Será um prazer.

STAN: Quem está na linha, Vicky?

VICKY: É o Skip, aqui do bairro. Skip, você está no ar!

SKIP: É isso aí! Que @#$%*& você é, Stanley Atwood?

STAN: Senhor, ainda estamos no ar, por favor modere a linguagem.

SKIP: Saquei! Quem é você, Stanley Atwood? E não me chame de “senhor”, tá?

STAN: Poderia dizer de onde está ligando?

SKIP: Estou ligando do outro lado da rua do seu estúdio.

STAN: Bem, cavalheiro, isso é até onde o Ministério das Telecomunicações nos deu licença para transmitir. Assistiu ao nosso programa de hoje?

SKIP: O seu programa e nada mais! Estou aqui numa oficina de TV, para saber porque o seu programa está passando em todos os canais. Estou esperando vocês saírem do ara para esse cara ver o que há de errado no meu seletor de canais. E não me chame de “cavalheiro”!

STAN: OK, Skip, você precisa entender que cada um de nós precisa trabalhar, e este aqui é o meu trampo.

SKIP: Beleza, mas quem é você, Stanley? Prestei atenção o tempo todo, mas não consegui ver a sua cara.

STAN: Eu sou o ego virtual do Zé. Entende? Precisávamos ter alguém para entrevistá-lo.

SKIP: Que sacanagem, Zé! Por que teve de usar um truque tão sem-vergonha?

JHL: Como eu sou completamente desconhecido, você não esperava que o Jô Soares ou a Marília Gabriela me chamassem para uma entrevista, né?

SKIP: É, você pode ter razão nisso, cara. Então como é que armou tudo isso, as perguntas, as respostas?

JHL: Você também pode fazer isso. Sempre que quiser perguntas ou respostas do seu Engenheiro do Destino, pergunte a si mesmo. Ele vive dentro de você. E você nunca saberá se o que obteve veio de você mesmo ou do seu Engenheiro do Destino, mas para você isso terá coerência e equilíbrio.

SKIP: Obrigado, cara. Ótima idéia! Vou ler o seu livro e tentar fazer isso.

JHL: Boa sorte! Tchau!






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